Links :
Site Oficial   
sexta-feira 23 maio 2025 | |
| 23:37 - "Os dirigentes querem tudo para o agora ou para ontem". Impaciência ditou 20 'chicotadas psicológicas' em 14 clubes na I Liga 2024/25 - SAPO.PT A crescente impaciência proporcionou 20 trocas técnicas definitivas em 14 clubes na edição 2024/25 da I Liga de futebol, alerta o treinador Álvaro Pacheco, seguro de que deve haver tempo para criar uma identidade e cimentar rotinas. “Os dirigentes têm de parar para refletir e perceber algo que é fundamental: ao longo da história do futebol, quais foram as equipas que tiveram mais sucesso com regularidade? Facilmente, percebe-se que são aquelas que conseguiram estabilidade e solidez e que, nos maus momentos, deram apoio às suas equipas técnicas para que as coisas fossem fomentadas. Sinto cada vez mais que isto está a perder-se no futebol nacional”, notou à agência Lusa o ex-técnico de Vizela, Estoril e Vitória de Guimarães no escalão principal. O AVS, 16.º e antepenúltimo classificado e a caminho do play-off face ao Vizela, terceiro da II Liga, utilizou quatro treinadores, mais um do que o bicampeão Sporting, o Vitória de Guimarães, sexto classificado e fora das competições europeias da próxima época, o Gil Vicente e o despromovido Boavista - ‘galos' e ‘panteras' designaram ainda dois interinos. “Infelizmente, os dirigentes querem tudo para o agora ou para ontem, mas não percebem que, por vezes, isso não é o mais vantajoso para a equipa. Claramente, têm de entender que perfil de treinador e ideia de jogo buscam. Depois, é preciso dar tempo, condições e estabilidade em vez de se andar sistematicamente a avaliar o trabalho em função de um, dois ou três jogos. Eu costumo dizer - e fui o espelho disso - que, por vezes, é importante que as equipas tenham resultados menos positivos para que, perante essas fragilidades, possam trabalhar e ficarem mais fortes. Para isso, é preciso ter estabilidade e confiança de quem as dirige”, disse Álvaro Pacheco, com 79 jogos nas últimas três épocas na elite. O Sporting celebrou o 21.º título e festejou em edições seguidas pela primeira vez em 71 anos, sendo que não havia um campeão nacional com três treinadores na mesma edição desde 1967/68, quando o chileno Fernando Riera, Fernando Cabrita e o brasileiro Otto Glória participaram na conquista do 16.º troféu, e segundo de três seguidos, das ‘águias'. Álvaro Pacheco vinca que os ‘leões' tiveram dificuldades aquando da transição de Ruben Amorim, campeão em 2020/21 e 2023/24 e agora treinador dos ingleses do Manchester United, para João Pereira, mas estabilizaram com a contratação de Rui Borges ao Vitória de Guimarães, numa edição assinalada pelo inédito pleno de mexidas nos três ‘grandes'. O Benfica, segundo, serenou com o regresso de Bruno Lage, sucessor do alemão Roger Schmidt, e foi aos oitavos de final da Liga dos Campeões, enquanto o FC Porto, terceiro, acusou os reflexos da transformação diretiva e técnica encetada com a eleição de André Villas-Boas, que despediu Vítor Bruno em janeiro e apostou no argentino Martín Anselmi. “Sporting e FC Porto perderam treinadores carismáticos em relação à época anterior. Na minha opinião, toda a estrutura e ideia de jogo de cada clube andavam imenso à volta de Ruben Amorim e Sérgio Conceição, respetivamente. Quando se perde dois dos melhores treinadores portugueses e mundiais, é evidente que se sente essa transição”, enquadrou. Questionado sobre a continuidade de Rui Borges, Bruno Lage e Martín Anselmi nos seus clubes, Álvaro Pacheco não faz prognósticos, mas fala em “três bons treinadores, com diferentes metodologias e formas de estar e operacionalizar, que requerem estabilidade”. “Sinto que têm grande potencial para progredir e, se continuarem na próxima temporada, terão os seus clubes mais competitivos e preparados para lutar pelos objetivos”, projetou. Dos 18 primodivisionários, só quatro não mexeram no banco, casos do Santa Clara e do Nacional, que regressaram à elite esta temporada - com os açorianos a rumarem às pré-eliminatórias da Liga Conferência, ao ficarem em quinto -, do Casa Pia e do Estoril Praia. “O Nacional andou muito tempo na zona de descida e, quando toda a gente pensava que eles não atingiriam a meta, o seu presidente disse que o treinador teria tempo para impor as suas ideias e seriam feitos os ajustes necessários para tornar o coletivo mais forte. O que aconteceu? Conseguiram a permanência e mostraram futebol de alto nível”, ilustrou Álvaro Pacheco, inativo desde janeiro, quando abandonou o Al Orobah, da Liga saudita. | |
| 23:30 - Antonio Conte é o primeiro treinador campeão italiano por três clubes diferentes - SAPO.PT Antonio Conte tornou-se no primeiro treinador a ganhar o principal campeonato italiano de futebol por três clubes diferentes. O técnico de 55 anos conduziu o Nápoles ao quarto 'scudetto' da sua história, esta noite, ao vencer o Cagliari por 2-0, na 38.ª e última jornada da prova. Esta noite, o técnico não esteve no banco dos napolitanos, devido a castigo, mas nem por isso deixou de fazer história, numa época em que começou por perder Victor Osimhen no início, emprestado ao Galatasaray, e ainda Khvicha Kvaratskhelia, vendido ao PSG no mercado de janeiro. FOTOS: A festa nas no estádio e nas ruas de Nápoles Depois de três campeonatos conquistados ao leme da Juventus, (2011/12, 2012/13 e 2013/14) e de ter guiado o Inter Milão a um título. (2020/21), Conte volta a vencer a prova, agora com o Nápoles. Pelo meio foi até Inglaterra vencer a Premier League com o Chelsea (2016/17)., o único a intrometer-se no domínio do Manchester City e do Liverpool. Antonio Conte chega aos três títulos de campeão italiano, igualando assim os míticos Marcello Lippi e Fábio Capello. O treinador de 55 anos está a um de Massimiliano Allegri e a dois do recordista Giovanni Trapattoni, antigo técnico do Benfica. Ao longo das 38 jornadas, apesar dos muitos conflitos com a direção do clube, liderado pelo sempre polémico Aurélio De Laurentis, o Nápoles somou apenas quatro derrotas. Empatou dez jogos, mas fez da defesa a sua arma principal: sofreu apenas 27 golos. No ataque, marcou os que eram precisos: 59 golos. O clube tem o mérito de conquistar dois títulos nos últimos três anos: e em ambos os casos, diante de um finalista da Liga dos Campeões, neste caso, o Inter Milão, equipa que parecia ter o bicampeonato controlado, mas que o deixou fugir na parte final. | |
| 23:15 - Taça de Portugal. Rui Borges ambiciona vencer novo troféu - RTP.PT Benfica e Sporting preparam a Final da Taça. Diomandé está em dúvida entre os leões. Numa entrevista exclusiva à RTP, Rui Borges disse que a equipa está focada na dobradinha. | |
| 23:07 - Benfica pode 'roubar' a Leonardo Jardim o sucessor de Álvaro Carreras - NOTICIASAOMINUTO.COM Esquerdino tem estado em destaque ao serviço do clube de Belo Horizonte. | |
| 23:04 - Benfica prepara Final da Taça de Portugal - RTP.PT Bruno Lage ainda não sabe se pode contar com Aursnes e Amdouni, jogadores que recuperam de lesões. | |
| 23:03 - Sporting: as palavras que valeram queixa do Benfica e 22 dias de castigo a Nuno Dias - ABOLA.PT | |
| 22:48 - Nápoles sagra-se campeão italiano de futebol pela quarta vez - SAPO.PT O Nápoles garantiu, esta noite, o seu quarto título italiano de futebol, ao vencer o Cagliari por 2-0 no Estádio Diego Armando Maradona, na 38.ª e última jornada da Serie A. A depender de si para voltar a ser campeão, tal como fez em 2022/23, os napolitanos dominaram a partida, embora com alguns nervos à mistura. O guardião Alen Sherri foi adiando a festa dos milhares de adeptos que lotaram o Estádio Diego Armando Maradona, como grandes defesas, perante o desespero dos jogadores do Nápoles. Mas aos 42 minutos, caiu a resistência do Cagliari. Napolitano cruzou da direita, com o pé esquerdo, Scott McTominay rematou de forma acrobática e lançou a loucura nas bancadas. No segundo tempo o Cagliari cresceu, foi à procura do empate, mas seria o Nápoles a 'matar-lhe' as aspirações, num golo à Lukaku, aos 51 minutos: passe de Rrahmani no espaço para Lukaku, o 'touro' belga ganhou no corpo a corpo com Yerri Mina, ganhou também na força a outro contrário, antes de passar a bola no meio das pernas do central colombiano, para depois aguentar a carga e rematar colocado. Tirou a camisola e festejou com os adeptos, que até ao final, nunca mais se calaram. Que ambiente! David Neres, ex-Benfica, foi lançado no segundo tempo e dispôs de duas boas oportunidades, mas perdeu no duelo com o guardião Alen Sherri numa ocasião e rematou contra um contrário, na segunda hipótese. Dois anos depois do último título e um ano após uma temporada desastrosa, em que terminou na 10ª posição, o clube da região de Campania volta topo da Serie, depois dos títulos de 1987 e 1990, obras-primas de Diego Maradona, e o de 2023. Muito deste título é obra de Antonio Conte. Nos últimos meses o treinador italiano de 55 anos tem vindo a repetir que a conquista seria extraordinário e inesperado", e percebe-se porquê. Quando pegou na equipa em julho de 2024, encontrou um clube e jogadores desmoralizados após uma temporada desastrosa de 2023/2024. A equipa do Sul de Itália vinha de um título conquistado sob o comando de Luciano Spalletti. Conte (falhou este jogo por estar castigado) trouxe o avançado belga Romelu Lukaku e médio escocês Scott McTominay, que não servia mais para o Manchester United, mas ficou sem Victor Osimhen, emprestado ao Galatasaray, e ainda viu sair Khvicha Kvaratskhelia para o Paris Saint-Germain em janeiro, a meio da temporada. Apesar de ter andado quase sempre na liderança da Série A esta época, o título esteve quase a fugir na ronda 37. Os napolitanos foram incapazes de vencer um tranquilo Parma e viram o Inter passar para a frente diante da Lázio, até que, nos descontos, tudo voltou a estar como dantes: Pedro Rodriguez converteu uma grande penalidade para os 'Lazialle', o Inter empatou e o Nápoles pode respirar. Faltava apenas vencer hoje o Cagliari. Esta foi a 28ª vez na história que a Serie A foi decidida na última jornada. | |
| 22:45 - Bayern sagra-se campeão da edição inaugural da World Sevens Football - ZEROZERO.PT O Bayern München venceu, esta sexta-feira, a final da World Seven Series contra o Manchester United por 2-1 e sagrou-se campeão da primeira edição desta competição. A equipa do PSG completou o pódio do torneio, com uma vitória por 3-1 ao Manchester City. Destaque para {PLAYER_LINK|1028883|Momoko Tanikawa}, do Bayern, que se sagrou melhor jogadora e melhor marcadora, com quatro golos em cinco jogos. Recorde-se que, com a conquista da World Seven Series, a equipa bávara recebeu sensivelmente 2.5 milhões de euros. Neste torneio participaram algumas das equipa de topo do futebol feminino como Bayern München, Manchester United, PSG, Manchester City, Ajax, Benfica, Roma e {TEAM_LINK|25830|Rosengard}. Contou também com a presença de {PLAYER_LINK|644892|Kika Nazareth}, internacional lusa, como embaixadora. | |
| 22:37 - Benfica apresentou queixa e ''tramou' Nuno Dias. Treinador foi suspenso - NOTICIASAOMINUTO.COM Em causa as palavras do técnico depois do jogo com o Eléctrico. | |
| 21:38 - Rui Quinta admite que FC Porto não ganhou com mudanças técnicas e deixa conselho a AVB: "Não poderá dirigir pela onda, pela manada" - SAPO.PT O FC Porto tem ilações importantes a extrair do desempenho negativo na edição 2024/25 da I Liga de futebol, que nem a substituição técnica de Vítor Bruno pelo argentino Martín Anselmi retificou, assume o ex treinador-adjunto Rui Quinta. “Os factos mostram que a mudança não produziu efeito nem acrescentou rigorosamente nada ao desempenho da equipa que permitisse ter a ilusão de discutir alguns dos troféus que ainda estavam em jogo. A única coisa que restará neste momento é olhar para o que se fez, refletir e aproveitar para crescer, procurando que, no futuro, o clube seja capaz de mostrar mais competência e obter melhores resultados”, vincou à agência Lusa o técnico, que coadjuvou Vítor Pereira no derradeiro bicampeonato ‘azul e branco', de 2011 a 2013. O FC Porto repetiu o terceiro posto de 2023/24, com 71 pontos, 11 abaixo do bicampeão Sporting e a nove do ‘vice' Benfica, na primeira época da presidência de André Villas-Boas, sucessor do já malogrado Pinto da Costa ao fim de 42 anos e 15 mandatos. “Percebo o entusiasmo, a paixão, a dedicação e a ligação umbilical ao clube, mas quem dirige tem de o fazer através das convicções e ideias. Não poderá dirigir pela onda, pela manada ou em função daquilo que parece. Marcam-se a diferença, o caminho e a nossa liderança sempre nos momentos em que as coisas não estão a correr da maneira como pretendíamos e este ano o primeiro sinal foi logo dado pela troca de treinador”, lembrou. Ex-adjunto de Sérgio Conceição, com quem teve uma polémica rutura laboral no final da época passada, após 12 anos de ligação e sete temporadas no FC Porto, Vítor Bruno foi promovido a treinador principal pela primeira vez na carreira e estreou-se a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira, frente ao Sporting (4-3, após prolongamento), com os ‘dragões' a inverterem uma desvantagem de três golos rumo ao único cetro em 2024/25. Essa expectativa diluiu-se nos meses subsequentes, já que o FC Porto foi afastado pelo Moreirense na terceira eliminatória da Taça de Portugal, perdeu com os ‘leões' na meia-final da Taça da Liga e nunca se conseguiu isolar no topo do campeonato, trocando em janeiro Vítor Bruno por Martín Anselmi, que saíra em litígio dos mexicanos do Cruz Azul. “Pergunto-me muitas vezes se queres ter razão ou ser campeão. É a pergunta que deve nortear quem lidera. Por muita razão que possamos ter, quem joga são os futebolistas e quando eles não se sentem protegidos nem devidamente acompanhados, defendem-se, não dão o seu melhor e retraem-se para não se exporem e ninguém lhes poder apontar dedos. Por norma, isso resulta em fracos desempenhos como equipa”, notou Rui Quinta. Martín Anselmi colocou logo o FC Porto a jogar com três defesas centrais, mas a equipa cedeu mais pontos desde a mudança técnica do que nos cinco meses prévios com Vítor Bruno (15 contra 14), que apostava numa estrutura tática de ‘4-2-3-1' e foi substituído de forma interina pelo diretor da formação do clube, José Tavares, logo após a 18.ª jornada. “Nesta altura, as circunstâncias são especiais, porque o contexto não é favorável. Agora, acredito que quando fazemos uma mudança, por muito que nos custe, temos de criar as condições para que as pessoas possam expressar as suas ideias. Quem está dentro do clube tem de analisar e perceber se o tempo permitirá que a expectativa criada sobre o impacto desta liderança técnica leve a equipa para a dimensão de um clube que respira vitórias e troféus e só pensa e vive para ganhar”, frisou, ciente de que “o grande desafio” de Martín Anselmi passa por “entusiasmar todos os jogadores com as suas convicções”. Rui Quinta, de 64 anos, reconhece que o FC Porto “teve momentos para poder marcar a diferença a seu favor”, mas vacilou com rivais “mais competentes” e falhou a entrada na Liga dos Campeões pela segunda vez seguida, rumando diretamente à Liga Europa, na qual foi afastado esta época pelos italianos da Roma no play-off de acesso aos ‘oitavos'. “O único impacto é que não entra [tanta] receita, mas é uma oportunidade extraordinária para procurar outras soluções que, muitas vezes, o dinheiro nem permite pensar. Há que olhar para a realidade e entender de que maneira vão conseguir aproveitá-la a seu favor. Não é com palavras nem a contar histórias, mas a trabalhar para que os jogadores sejam potenciados e conquistem em equipa o que está em jogo”, atirou, exemplificando com a afirmação do jovem Rodrigo Mora, autor de 10 golos e quatro assistências em 32 duelos. | |
| 21:36 - Mercado Benfica: lateral brasileiro associado às águias - ABOLA.PT | |
| 21:16 - Benfica: estatutos entram em vigor com anúncio da marcação das eleições - MAISFUTEBOL.IOL.PT | |
| 20:32 - Eleições no Benfica com novos estatutos (mas sob ameaça) - ABOLA.PT | |
| 20:22 - Jefferson recorda conquistas da Taça: «Era suposto eu ter batido o penálti decisivo» - ZEROZERO.PT Caminhamos a passos largos para mais uma final da Taça de Portugal, que irá opor Sporting e Benfica, em pleno Estádio do Jamor. Se muitos dos protagonistas que irão pisar o relvado ainda não tiveram o privilégio de erguer o prestigiante troféu, o zerozero esteve à conversa com um ex-jogador leonino que já festejou, em dois momentos distintos, a conquista da prova rainha. | |
| 20:20 - Sporting e Benfica empatados na equipa do ano - ABOLA.PT | |
| 19:56 - Taça de Portugal. Rui Borges antecipa grande espetáculo entre Sporting e Benfica - RTP.PT Em exclusivo à RTP, Rui Borges antecipou um jogo muito dividido entre as duas equipas. Na contagem decrescente para o último jogo da temporada, o treinador do Sporting admitiu que vai cumprir um sonho antigo no Jamor e que quer continuar na história do Sporting. | |
| 19:34 - Benfica: Renato Sanches ainda não jogou neste palco - ABOLA.PT | |
| 19:23 - Dupla do Benfica convocada para a seleção do Luxemburgo - NOTICIASAOMINUTO.COM Luxemburgueses defrontam a República da Irlanda e a Eslovénia. | |
| 18:56 - Benfica: Florentino quer «fechar da melhor forma» - ABOLA.PT | |
| 18:55 - Análise de Álvaro Pacheco: Competitividade e incerteza pautam uma Primeira Liga 2024/25 desnivelada - SAPO.PT Competitividade e incerteza pautaram as diferentes lutas classificativas na edição 2024/25 da I Liga de futebol, avalia o treinador Álvaro Pacheco, vendo as distâncias estruturais entre os clubes diluídas pelo nível dos técnicos nacionais. “Cada ano tem a sua história e este foi diferente dos outros todos pela competitividade e suspense que existiu do início ao fim. Foi um campeonato com muitas incidências e com situações que, se calhar, nunca tinham acontecido. Essa competitividade, alternância e suspense levaram a que a prova fosse diferente e competitiva à sua medida”, analisou à agência Lusa o ex-técnico de Vizela, Estoril e Vitória de Guimarães no escalão principal. O Sporting conquistou o 21.º título, ao contabilizar 82 pontos, contra 80 do ‘vice' Benfica, numa luta sentenciada apenas na última jornada, que permitiu aos ‘leões' festejarem em edições seguidas pela primeira vez desde 1953/54, época do único ‘tetra' da sua história. “Foi merecido, já que os campeões têm sempre o seu mérito. O Sporting teve uma época difícil, de altos e baixos, com um início muito bom e, depois, uma queda, que o obrigou a mudar de técnico e gerou incerteza e todo o tipo de problemas. Contudo, foi capaz de se reorganizar, de superar todas essas dificuldades e de ser melhor e mais forte”, salientou. Se os ‘leões' acederam diretamente à Liga dos Campeões, na qual as ‘águias' terão de passar duas pré-eliminatórias para entrar na fase de liga, o FC Porto rumou de forma automática à Liga Europa, ao terminar na terceira posição, com 71 pontos, contra 66 do Sporting de Braga, quarto e presente nas fases preliminares da segunda prova da UEFA. A quinta e última vaga europeia foi assegurada pelo Santa Clara, que descolou do Vitória de Guimarães na última ronda e fechou a sua melhor prestação na prova com 57 pontos, três face aos minhotos, voltando às pré-eliminatórias da Liga Conferência, após 2021/22. “Os técnicos portugueses estão claramente na vanguarda e conseguiram, através da sua capacidade de improviso e de resiliência nas dificuldades, fomentar um campeonato tão competitivo e atrativo até ao final da temporada, com tantas lutas e decisões. Penso que, claramente, esse fosso [de nível] que existe no futebol nacional consegue ser reduzido através da competência dos treinadores, da competitividade das respetivas equipas e da luta que dão semanalmente para contrariar o favoritismo dos clubes mais apetrechados, com maior capacidade financeira e com melhores jogadores”, sublinhou Álvaro Pacheco. O treinador está confiante numa “boa figura” do Santa Clara na Liga Conferência, na qual o Vitória de Guimarães se tornou esta temporada o primeiro clube português a passar as pré-eliminatórias, perdendo nos ‘oitavos' face aos espanhóis do Betis, finalistas da prova. “O futebol nacional tem de dar condições às equipas ditas não grandes para que possam competir fora de portas. O Vitória fez uma campanha fantástica, que nos orgulha, e quem ganha é o futebol nacional, que tem de trabalhar nesse sentido”, notou, sobre um trajeto com recordes de nove vitórias seguidas e 13 jogos sem perder na história lusa na UEFA. Apesar desse contributo vimaranense, Portugal falhou a subida ao sexto lugar do ranking europeu, do qual foi destronado pelos Países Baixos em 2022/23, com Álvaro Pacheco a frisar a importância da futura centralização dos direitos audiovisuais das partidas da I e II ligas para o progresso interno da modalidade e a sua consolidação a nível internacional. “Consegue-se criar muito bons jogadores, mas, infelizmente, devido à pouca capacidade financeira de vários clubes, esses são os que têm de sair precocemente, já que é preciso receita. Tem de haver uma maneira, sobretudo nos direitos televisivos, que possa ajudar todos os clubes a ter maior capacidade financeira para poderem segurar e também atrair atletas de qualidade para o nosso campeonato, tal como se vê em outros países”, pediu. Envolvido na melhor temporada de sempre do Vitória de Guimarães, com 63 pontos em 2023/24, o técnico, de 53 anos, antevê uma prova mais valorizada com outra exigência interna, facilitando a comercialização do produto e acentuando os desafios dos ‘grandes'. “Olhamos para Inglaterra e, semana após semana, há jogos muito difíceis e competitivos, em que o resultado é uma incerteza. Temos de ser capazes de criar essas condições em Portugal. As equipas que correm pelo título teriam maior capacidade e ritmo, algo que as ajudava a estarem preparadas para quando chegassem os embates europeus”, concluiu. | |
